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Segunda-feira, 25 de março de 2019

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Mato Grosso assume liderança com exportação de mais de 23 toneladas de carne bovina

Da Redação

12 Mar 2019 - 18:00

Foto: Pecsa

Mato Grosso assume liderança com exportação de mais de 23 toneladas de carne bovina
A exportação de carne bovina atingiu os melhores índices para o mês de fevereiro com uma de receita US$ 87,97 milhões provenientes do embarque de 23,4 mil toneladas em 2019. Este é o melhor resultado desde 2014 e coloca Mato Grosso na liderança das exportações brasileiras de carne, superando São Paulo. Ano passado, em fevereiro, o estado exportou o equivalente a US$ 76,35 milhões.

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Os resultados também foram melhores no acumulado do ano. Nos dois primeiros meses de 2019, Mato Grosso registrou alta de 4,7% na receita da exportação de carne, que passou de US$ 168,7 milhões para US$ 176,7 milhões. O volume de carne exportado aumentou 21% com relação a janeiro e fevereiro de 2018, passando de 38,9 mil toneladas para 47,2 mil toneladas.

O presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), Guilherme Linares Nolasco, explica que os números mostram que o estado está vendendo mais, mas para mercados que pagam menos ou que compram cortes de menor valor agregado e por isso o crescimento das exportações é mais significativo com relação ao volume do que à receita. "O mercado asiático e o Oriente Média possuem cada vez maior representação nas exportações mato-grossenses. São clientes que compram grandes volumes da carne de Mato Grosso,", explica Guilherme Nolasco.

Para Guilherme Nolasco, todos os mercados são importantes, sendo que existem clientes que compram grandes quantidades e aqueles que compradores de maior valor agregado. "Mato Grosso tem grande potencial produtivo em volume e qualidade. Somente 20% da nossa produção são exportados e há possibilidade de ampliar este percentual. Temos rebanho e indústria para isso", afirma o presidente do IMAC.

Abates – Apesar do crescimento nas exportações, caiu o número de animais abatidos no estado em fevereiro. Em janeiro a indústria mato-grossense abateu 511 mil bovinos e no mês passado 400 mil.

"O número de dias úteis em fevereiro é menor e isso tem impacto direto na produtividade industrial. Mas o importante é que conseguimos compensar vendendo mais para o exterior", explica Guilherme Linares Nolasco.

Quaresma – Da quarta-feira de cinzas, que caiu no dia 06 de março, ao domingo de Páscoa, dia 21 de abril, muitos mato-grossenses substituem a carne vermelha pelo peixe, devido à tradição da Igreja Católica. O costume tem impacto nas vendas de carne nos açougues e consequentemente nos frigoríficos, que buscam compensar a queda no mercado internacional.

3 comentários

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  • MM
    15 Mar 2019 às 13:16

    Enriqueceu muita gente ( mega fazendeiros e JBS), zero de impostos, muto pouco emprego e, envio das riquezas para outra nações sem retorno para a sociedade, assim com outo pedras preciosas, ferro, soja, etc. Alimentamos o mundo e não recebemos nem a compensação por acabarmos com nosso meio ambiente. Viva os inteligentes do Brasil!!!!

  • Zeca
    13 Mar 2019 às 12:54

    Caleb, ficou muito imposto para o estado. Fique sabendo que o boi do produtor até o frigorífico é isento de ICMS. Mas após ser transformado em carne há tributação, certo?

  • Caleb
    13 Mar 2019 às 09:47

    Quanto de imposto ficou no Estado?

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