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Terça-feira, 17 de outubro de 2017

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Trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo trarão indústrias, além de produtos de valor agregado para Cuiabá

Da Redação - Viviane Petroli

02 Mai 2017 - 07:39

Foto: Rumo ALL

Trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo trarão indústrias, além de produtos de valor agregado para Cuiabá
Os trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo deverão trazer para Cuiabá e municípios vizinhos não apenas desenvolvimento econômico e geração de trabalho com a instalação de seus terminais e indústrias que podem ser construídas, mas também produtos de valor agregado de outros Estados e redução de frete perante o modal rodoviário. A ampliação dos trilhos de Rondonópolis a Cuiabá e posteriormente até Sorriso, como está sendo estudando, deverá ter R$ 5 bilhões em investimentos no total.
 
Os trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo chegaram de fato a Mato Grosso em 2000 com a inauguração do terminal de Alto Taquari e avançaram até Rondonópolis em 2013. O próximo passo é Cuiabá e posteriormente Sorriso. No total estimasse que o trecho de aproximadamente 600 km, ou seja, de Rondonópolis a Sorriso, passando por Cuiabá, tenha um investimento de R$ 5 bilhões.

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Em nota enviada ao Agro Olhar, a Concessionária Rumo ALL, que detém a concessão da malha ferroviária da Vicente Vuolo em Mato Grosso, pontua que "que vem estudando o referido projeto, em virtude das solicitações do Governo Estadual e de diversas entidades do Mato Grosso, que demonstram interesse na obra por sua importância para o Estado. Dados sobre capacidade, demanda e investimentos ainda não foram definidos".
 
Segundo especialistas, espera-se uma redução média de 50% do frete rodoviário com a chegada dos trilhos até Cuiabá, principalmente de cargas vindas de outros Estados, e que a Capital mato-grossense tenha uma procura para a instalação de indústrias.
 
“Com a chegada dos trilhos à Cuiabá teremos a vantagem da vinda de produtos do Sul e do Sudeste. Cada produto tem seu valor. Então, a redução do frete dependerá disso. Além disso, você melhorando a logística permite que mais indústrias se instalem aqui. Contudo, é preciso que o governo venha de encontro com um programa de incentivo para trazer essas indústrias”, comenta o diretor do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz.
 
De acordo com o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, os benefícios que poderão surgir com os trilhos até Cuiabá, e posteriormente Sorriso,  são imensuráveis. “Basta analisar o impacto positivo que a chegada da ferrovia trouxe aos municípios que tiveram seus terminais instalados como Alto Araguaia e Rondonópolis. A movimentação econômica aumentou, muitas empresas se instalaram, terras valorizaram e novos postos de trabalho surgiram”.
 
Francisco Vuolo acredita que para Cuiabá os benefícios serão ainda maiores, pois a cidade é o centro consumidor do Estado, o que permitirá um fluxo de produtos a serem transportados de São Paulo para Mato Grosso, a chamada carga de retorno. “E, esse fluxo com certeza trará produtos industrializados de valor agregado”.
 
O presidente do Fórum Pró-Ferrovia pontua que alguns segmentos industriais já instalados em Mato Grosso tem interesse na ferrovia para o transporte de cargas de outros Estados para cá. “Tivemos uma solicitação de um empresa de cimentos , que tem o interesse de trazer de trem o chamado coque de petróleo, que é um insumo utilizado para dar liga ao cimento, e que hoje é transportado por caminhões até a região de Nobres”.
 
Questionado sobre uma possível redução de fluxo de caminhões nas principais rodovias federais de Mato Grosso, como as BRs-163, 364 e 070, Vuolo afirma acredita que a princípio não haverá uma queda no trânsito.
 
“Mas, com certeza teremos um novo formato no modal. Até  porque não cabe à ferrovia ir até as fazendas para carregar a colheita. Quem sempre cumprirá esse papel serão as carretas. Devemos entender que cada modal cumpre um papel dentro da logística. Nós defendemos um equilíbrio entre os modais”, diz Vuolo.

O presidente do Fórum Pró-Ferrovia acrescenta ainda que “É inadmissível  que um país como o nosso viver situações como as que ocorrem em Mato Grosso, onde o caminhão carrega em Sorriso e percorre mais de 2 mil km para descarregar no porto de Santos (SP) ou Paranaguá (PR). Essa tarefa de longos percursos, com riscos maiores de acidentes, roubos e menor segurança, não cabe ao transporte rodoviário e sim ao ferroviário ou hidroviário. Por isso, teremos os caminhões fazendo as curtas distâncias, viajando na mesma intensidade, e os trens as longas distâncias”.
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