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Terça-feira, 17 de outubro de 2017

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Trilhos podem resultar na atração de novas indústrias, diz Milan; Ferrovia em Cuiabá será discutida na sexta-feira

Da Redação - Viviane Petroli

23 Mar 2017 - 09:02

Foto: Rumo ALL

Trilhos podem resultar na atração de novas indústrias, diz Milan; Ferrovia em Cuiabá será discutida na sexta-feira
A extensão dos trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo até Cuiabá, e posteriormente até o Médio-Norte, será discutida nessa sexta-feira, 24 de março, na capital mato-grossense. A discussão será na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt). Na avaliação do presidente da entidade representante das indústrias no Estado, Jandir Milan, a ferrovia diminui o gargalo logístico, o que pode resultar na atração de novas indústrias e redução de custos.
 
As discussões da Ferrovia Senador Vicente Vuolo foram retomadas recentemente. A obra entre Rondonópolis e Cuiabá está orçada em R$ 1,4 bilhão aproximadamente. Já entre Cuiabá a Sorriso R$ 3,6 bilhões.
 
Leia mais:
- Ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá poderá ser usada para transporte de passageiros

- ANTT firma compromisso de avaliar pleito de extensão de ferrovia até Cuiabá

Os trilhos em Mato Grosso chegam hoje até o município de Rondonópolis, saindo do Porto de Santos. A ferrovia foi inaugurada em Rondonópolis em setembro de 2013 e conta com outros terminais localizados em Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira.
 
O encontro nessa sexta-feira, 24, para debater a Ferrovia ocorrerá às 9h no auditório da Fiemt e é organizado pelo Fórum Pró-Ferrovia. Na ocasião serão apresentados os avanços conquistados e as próximas etapas necessárias para concluir o projeto.
 
De acordo com o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, a extensão do modal até Cuiabá beneficiará 13 municípios e contribuirá para a atração de indústrias, redução do custo do frete, geração de emprego, além de desenvolver a região economicamente.
 
Além de promover um debate sobre as vantagens econômicas e financeiras para Mato Grosso, Vuolo afirma que o encontro tem o objetivo de "tratar do avanço que os trilhos da Ferrovia trarão para todos os municípios do Vale do Rio Cuiabá, e não somente à capital, com destaque às indústrias que podem se instalar, empregos que podem ser gerados e, principalmente, para o desenvolvimento socioeconômico”.
 
Na avaliação do presidente da Fiemt, Jandir Milan, os trilhos poderão "Diminuir o gargalo logístico no Estado resulta na atração de novas indústrias, redução de custos e, consequentemente, crescimento do setor industrial e desenvolvimento socioeconômico mato-grossense. Por isso, a Fiemt tem interesse que a Ferrovia avance pelo estado e contribua com o fortalecimento da nossa economia. E esse avanço precisa passar por Cuiabá, para que seja mais um vetor de desenvolvimento para a capital".
 
De acordo com o secretário da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo Duarte, a discussão tem sido ampliada após a edição da Medida Provisória 752/2016, que visa estimular as concessões no país, e, entre as ações, prevê a antecipação dos contratos de concessões de ferrovias e a destinação de investimentos na própria malha ou naquelas de interesse da administração pública.
 
Discussões iniciadas em 2013
 
O presidente do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, Francisco Vuolo, comentou recentemente ao Agro Olhar que as discussões para trazer os trilhos até Cuiabá foram iniciadas logo após a inauguração em Rondonópolis.
 
Segundo Vuolo, os estudos realizados pela ANTT apontam a viabilidade do modal ser utilizado inclusive para o transporte de passageiros entre Rondonópolis e Cuiabá. “Mas, é o de carga que traz a viabilidade da obra”, ressaltou à reportagem.
 
Em janeiro a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) firmou o compromisso de avaliar o pleito de estender a malha ferroviária de Rondonópolis à Cuiabá da Ferrovia Senador Vicente Vuolo. A expectativa é que o modal garanta não apenas a integração econômica entre os dois municípios e os que compõem a região do Vale do Rio Cuiabá, mas também a integração cultural.
 
Uma “Carta de Mato Grosso – Ferrovias” foi entregue para a ANTT pelo Fórum Pró-Ferrovia durante audiência pública realizada em Brasília (DF) no dia 26 de janeiro. O documento, inclusive, era o mesmo assinado pelo governador Pedro Taques no dia 20 de janeiro em reunião com o Fórum em Cuiabá.
 
O documento entregue para a ANTT pede a inclusão do trecho Rondonópolis a Cuiabá nas obrigações da Concessionária Rumo ALL (Malha Paulista), além de uma utilização melhor da opção do traçado segundo o EVTEA contratado pela ANTT (Alternativa do Traçado 5) – valor de R$ 1,36 bilhão. Outro ponto solicitado é a aplicação do montante suficiente dos valores de pagamento de Encargos e parte da Outorga para a realização das obras de expansão da Ferrovia Senador Vicente Vuolo.

5 comentários

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  • Robert Moreira
    24 Mar 2017 às 10:28

    Pra quem não entende de logística, comparar o Trecho de Cuiabá com Campo Grande é uma grande piada. Cuiabá é eixo de entrada à Oeste, Rondônia e Acre que produz (Grãos, Couro e Carne) e a própria capital, estando em regiões de produção de minerais como Bauxita e Ouro, além de Carne, madeira de reflorestamento e tudo isso, num raio de 100 km de Cuiabá. Outro motivo de viabilidade além do entrocamento à Oeste é a saída para o Pacífico Via Rio Paraguai. Cuiabá está situada no eixo de saída para o Norte do Estado , que produz em volumes maiores, Carne, Grãos, madeira... Se chegar mesmo em Cuiabá, a ferrovia trará muitas indústrias não só para a capital mais todo o entorno, haja visto, que existem várias indústrias do ramo alimentício, além de distribuidoras espalhadas pela Região Metropolitana.

  • ELI ROCHA
    24 Mar 2017 às 08:14

    Ferrovia até Cuiabá? O que irão transportar? Peixe? Bocaiúva? Será que o transporte desses produtos darão retorno às empresas operadoras da linha férrea?

  • Roger
    23 Mar 2017 às 14:55

    Tenho duvidas sobre essa viabilidade economica! Mesmo por que a ANTT e uma instituição publica. Vamos pensar por que a ferrovia que liga SP a Campo Grande está parada? Será que realmente tenha viabilidade econômica? Por que não adequar o Rio Paraguai em Caceres? já tem um porto lá. e não precisa gasta esse montante! Uma coisa eu sei. Se for depender dos governos essa ferrovia jamais vira ate Cuiabá. Por que eles não conseguem nem terminar o VLT de 22km! Imagina 220km

  • elias
    23 Mar 2017 às 13:28

    1.4 bilhão para construir 220 km de trilhos...conta outra

  • Zé Guaporé
    23 Mar 2017 às 09:20

    O que gastaram com o VLT sem concluir nem 30% das obras, daria trazer os trilhos da ferrovia até Cuiabá, cuja obra seria muito mais interessante para todos!

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