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Terça-feira, 17 de outubro de 2017

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Taques acusa DNIT de incompetência por prejudicar agronegócio e exige que União ajude Mato Grosso

Da Redação - Ronaldo Pacheco/Viviane Petroli

07 Mar 2017 - 09:51

Foto: Reprodução Notícias Agrícolas

Taques acusa DNIT de incompetência por prejudicar agronegócio e exige que União ajude Mato Grosso
A paciência e, por consequência, a própria diplomacia, foram para o espaço de vez no relacionamento do governador José Pedro Taques (PSDB) e o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT). E a relação azedou de vez por causa da situação da BR-163, que registrou mais de sete quilômetros de congestionamento, em decorrência de atoleiros existentes no trecho de terra, provocando prejuízos projetados em mais de R$ 500 milhões aos produtores mato-grossenses. 
 
“Vejam a questão da BR-163. Há quanto tempo estamos falando da BR-163. Isso [carretas de soja atoladas no Pará] é incompetência do DNIT. Temos que cobrar do DNIT!”, esbravejou Pedro Taques, durante a posse da nova diretoria da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), na noite desta segunda-feira (7).
 
Leia Mais:
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“Enquanto não fizeram nada [de asfalto na BR-163], prejudicando o setor produtivo de Mato Grosso, aqui nós fizemos 1.430 quilômetros, em dois anos. O setor produtivo de nosso Estado orgulha o Brasil. Tenho a honra de ter, em nossa administração, vários representantes do setor produtivo e, aqui eu cito o meu vice-governador Carlos Fávaro”, argumentou o chefe do Poder Executivo.
 
“É uma vergonha a União, através do DNIT, não ter feito 100 quilômetros de rodovia para propiciar que a nossa safra possa sair pelo Arco Norte [Miritituba e Santarém, no Pará]. Em dois anos, senhor João Martins Júnior, Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil [CNA], não fizeram 100 quilômetros de estradas. Agora, sete quilômetros de congestionamento, com a saída da nossa safra por Miritituba e por Santarém”, reforçou Pedro Taques.
 
Sem esconder a irritação, o governador mato-grossense lembrou que a batalha pela conclusão do asfalto da BR-163 é bem antiga. “Veja bem: sete quilômetros de fila [de caminhões atolados], no Pará. Quase 95% da produção é de Mato Grosso, com prejuízos incalculáveis por causa da falta de responsabilidade do DNIT. Estou cobrando providências do governo federal”, avisou o chefe do Poder Executivo.
 
Pedro Taques revelou que, por conta da grave situação enfrentada na BR-163, colocou o secretário Marcelo Duarte, de Estado de Infraestrutura, em contato permanente com o governo do Pará, como tentativa de minimizar o sofrimento dos milhares de caminhoneiros que enfrentam os atoleiros, no Estado vizinho.
 
“O nosso secretário Marcelo Duarte foi lá no Pará, para ajudar. Mato Grosso cedeu combustível para helicópteros do Pará, para que ajudassem os caminhões. Não posso construir obras no Pará e o governador [Simão] Jatene não pode construir obras, em rodovia federal”, complementou ele, em novo cutucão ao governo federal.
 
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, classifica a situação da BR-163 como "falta de planejamento". Pouco antes de tomar posse na nova diretoria da entidade, Corral disse que "Essa BR já devia estar asfaltada, porque a produção estava aí e sabiam que ia acontecer".

47 comentários

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  • Estulano
    09 Mar 2017 às 11:11

    Acho engraçado que o problema é também de responsabilidade do senador Wellington Fagundes já que o diretor-geral do DNIT, Valter Casimiro Silveira, foi indicado pelo mesmo e mesmo assim ele não se manifesta e nem abre a boca, só vai tentar fazer alguma coisa com olhos já pra 2018.

  • Chatobrian Neto
    09 Mar 2017 às 10:11

    A culpa é do Governo Federal que ta fazendo uma péssima administração... vários estados quebrados aí por medidas da federação.

  • João Cuiabano
    09 Mar 2017 às 09:36

    O senador Wellington Fagundes indicou Casemiro para diretor Geral, e cade ele agora pra cobrar do seu indicado uma posição decente em relação a nossa BR163??

  • Maria Joaquina ferreira
    09 Mar 2017 às 09:02

    Quem é responsável por essas obras e quem deveria estar fiscalizando é o DNIT de responsabilidade do senhor Wellingotn Fagundes.

  • Solange nunes
    09 Mar 2017 às 07:16

    Lembrando que o senador Welliton Fagundes foi um dos principais senadores a defender e indicar o nome de Casimiro para diretor-geral do DNIT .

  • Manoel silva
    09 Mar 2017 às 07:12

    Onde estava o Senador Wellington Fagundes quando mais de 250 milhões ficaram atolados na BR 163? Infelizmente o foco do senador não é o povo matogrossense e sim sua candidatura em 2018.

  • Maria Joaquina Gaspar
    09 Mar 2017 às 01:01

    O senador WF foi um dos principais senadores a defender e indicar o nome de Casimiro para diretor-geral do DNIT. Todo ano, 2 bi são perdidos pela falta de pavimentação da BR 163. Onde está o senador WF para cobrar e criticar o DNIT?

  • Jorge Justo
    09 Mar 2017 às 01:00

    Onde estava o Senador Wellington Fagundes quando mais de 250 milhões ficaram atolados na BR 163? O prejuízo foi de, cerca, de 10 milhões por dia e o atoleiro começou dia 9 de fev, fez quase um mês de aniversário. O diretor-geral do DNIT, Valter Casimiro Silveira, foi indicado pelo senador Wellington Fagundes. Quando o problema é também de responsabilidade do senador, ele não abre a boca, não se manifesta. Só abre a boca com os olhos em 2018.

  • Adilson Alves
    09 Mar 2017 às 00:58

    Chega a ser engraçada o que muitos comentam aqui, o senador Welington Fagundes ninguém fala nada, essa oposição complicada que nós temos ninguém se posiciona. O PR esteve com Dilma, Silval e está com Temer, dirigem o Dnit. Eles são os responsáveis.

  • mattos
    08 Mar 2017 às 18:49

    A BR 163 é uma rodovia federal, logo já da pra saber quem são os responsáveis pelo asfaltamento e manutenção né?! Não da pra nos culpar por conta do trecho dessa rodovia que fica no Pará.O governador esta certo, é esse mesmo o papel dele, cobrar por melhorias da estrada que atende o maior Estado produtor de grãos do país, talvez do mundo!

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