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Terça-feira, 17 de outubro de 2017

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Medidas polêmicas de Donald Trump nos EUA podem favorecer agronegócio de Mato Grosso

Da Redação - Viviane Petroli

04 Fev 2017 - 15:02

Medidas polêmicas de Donald Trump nos EUA podem favorecer agronegócio de Mato Grosso
A saída dos Estados Unidos do Tratado Transpacífico de Comércio Livre (TPP, sigla em inglês), diante decisão do presidente Donald Trump, pode favorecer o agronegócio mato-grossense e brasileiro. Formado por 12 países do Oceano Pacífico, entre eles México, Japão e Canadá, o acordo visa estabelecer novas bases para as relações comerciais e econômicas entre os mesmos, reduzindo tarifas e estimulando o comércio para impulsionar o crescimento.

Trump, por meio de decreto, determinou a saída dos Estados Unidos do Tratado Transpacífico de Comércio Livre no dia 23 de janeiro. O acordo internacional é considerado o mais importante pacto assinado pelo ex-presidente Barack Obama.

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Assinado em outubro de 2015, o Tratado tem como países signatários a Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã. Com tal medida o republicano deu início à reconfiguração do papel dos Estados Unidos na economia global.

O setor produtivo de Mato Grosso acredita que a decisão de Trump pode favorecer as exportações brasileiras, como é o caso da soja, milho, algodão e até mesmo carnes.

Dos 12 países do Tratado Transpacífico de Comércio Livre, considerando os Estados Unidos, cinco estão entre os 30 principais países para os quais Mato Grosso exporta.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2016 o Vitnã ficou em 6º e adquiriu US$ 480,38 milhões em commodities de Mato Grosso, seguido do Japão em 7º com US$ 480,32 milhões. A Malásia foi o 13º país que mais comprou do Estado com uma soma de US$ 260,8 milhões. Já os Estados Unidos e o Chile ficaram em 26º e 27º, respectivamente, com US$ 75,1 milhões e US$ 69,9 milhões.

Conforme o diretor executivo da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, informações ainda são buscadas por especialistas econômicos e políticos para entender os efeitos das medidas tomadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Seria muita ousadia de nossa parte ter uma visão terminal acerca dessas novas posturas do executivo americano. O que podemos enxergar é que a posição nacionalista/protecionista do presidente americano levará a reações em igual intensidade de outros governos, além de poder dizer que o mais lógico no mundo econômico será que os espaços vazios serão rapidamente preenchidos por outros entes mais aptos para a ocasião específica”.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin, em entrevista ao Agro Olhar, afirma que o Brasil tem mercado para ser explorado ainda. “Agora é dever de casa a ser feito pelo Brasil. Ainda é cedo precisar o quanto o país pode ganhar com essa decisão do Trump. Países, inclusive, que não estão comprando de nós podem passar a serem clientes”.

Dalcin comenta que somente o Japão compra dos Estados Unidos 12 milhões de toneladas de milho, aproximadamente, ao ano, enquanto do Brasil cerca de três milhões de toneladas. Deste volume adquirido em milho brasileiro em torno de dois milhões de toneladas são provenientes de Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja-MT salienta que muitas empresas asiáticas estão comprando ou se associando à empresas no Brasil. “Eles sabem da qualidade da soja e do milho do Brasil”.

2 comentários

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  • Estudante
    06 Fev 2017 às 10:19

    "O setor produtivo de Mato Grosso acredita que a decisão de Trump pode favorecer as exportações brasileiras, como é o caso da soja, milho, algodão e até mesmo carnes. " Se ha algo polêmico nisso só se for pra China ou pra Russia, porque pro Brasil não vejo polêmica ao que nos favorece economicamente..

  • Gonçalo Poconé
    04 Fev 2017 às 15:43

    Óia, ispia aquí : Ces tão criando muito pobrema com o Trumpe deixa ele trabaiá. Aquí com nóis de Poconé ele não tá aborrecendo, pois num tá fartano bocaiuva, piquí e tamos podeno pescá rubafo e piranha sem quantia. Diz que a muié de Trumpe tem ligação cô dgente aquí de Poconé : a diarista que faz limpesa no casa dela lá no Estado Zunidos é de Goiáis e o Dulin coxava ela. Lembra do Dulin,ermão de Meire Adauto? Pois é .

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