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Deputado estadual ingressa com representação para suspensão de pedágio na BR-163

Da Redação - Viviane Petroli

16 Dez 2015 - 09:19

Foto: Maycon Falkony/Assessoria de Gabinete

Deputado estadual ingressa com representação para suspensão de pedágio na BR-163
Com relatórios que apontam irregularidades nas condições de trafegabilidade da BR-163/364 em Mato Grosso, o deputado estadual Max Russi (PSB) protocolou no Ministério Público Federal (MPF) uma representação solicitando a suspensão imediata da cobrança de pedágio na rodovia no trecho que liga Cuiabá a Rondonópolis.

O protocolo foi realizado pelo parlamentar na tarde de terça-feira, 15 de dezembro. A representação foi apresentada ao MPF com base em relatório técnico emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA/MT), que aponta várias irregularidades no fornecimento dos serviços pela concessionária Rota do Oeste.

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Conforme Max Russi, a suspensão da cobrança do pedágio é tentada desde setembro, quando a Rota do oeste a iniciou. "Assim que começaram as cobranças pedimos um suporte técnico do CREA, que deslocou equipes até os trechos a serem vistoriados e procederam uma análise minuciosa, apontando as principais irregularidades".

O assunto, segundo o deputado, chegou a ser levado para a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Entre as principais irregularidades, destacam-se, de acordo com o relatório: pavimentação de baixa qualidade ou defeituosa; sinalização inadequada, ineficiente ou sem obedecer ao rigor da norma; excesso de praças de pedágio em trechos de maior tráfego; ausência de acessibilidade nos postos de atendimento aos usuários e praças de pedágio, entre outros.

O relatório do Crea aponta ainda que "a rodovia possui baixo nível de segurança e oferece riscos elevados ao usuários, sendo necessário intervenções de grande porte e definitivas para eliminação dos riscos, sobretudo para execução de acostamento, áreas de escape, área de amortecimento e eliminação ou tratamento de obstáculos na faixa de domínio".

Outro lado

Conforme a Concessionária Rota do Oeste, até o momento a mesma não foi notificada pelo Ministério Público Federal. A mesma reitera a legitimidade da cobrança da tarifa de pedágio na BR-163 em Mato Grosso após cumprimento todos os pré-requisitos contratuais.

Confira nota da Rota do Oeste:

A Concessionária Rota do Oeste informa que até o momento não foi notificada formalmente pelo Ministério Público Federal (MPF). Sobre o assunto, no entanto, a empresa reitera a legitimidade da cobrança de tarifa de pedágio na BR-163 em Mato Grosso após o cumprimento de todos os pré-requisitos contratuais, como a entrega do conjunto de obras de recuperação inicial, duplicação de 10% do trecho sob sua responsabilidade e o pleno funcionamento do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).

Ressaltamos ainda que a Rota do Oeste segue à frente do cronograma de obras pactuado e continua cumprindo de forma irrestrita suas obrigações contratuais.

Informamos ainda que a arrecadação nas praças de pedágio é fundamental para a continuidade dos investimentos necessários para a transformação da BR-163 em uma rodovia mais segura e confortável e sua interrupção pode impactar nos investimentos a serem realizados.

8 comentários

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  • ANDRE SILVA
    17 Dez 2015 às 10:53

    NOBRE DOUTOR EXCELENTISSIMO DEPUTADO. PERGUNTA CURTA E GROSSA QUAL SUA OPINIAO E ACAO SOBRE OS PEDAGIOS DOS INDIOS? SE TIVER DE RECESSO DE FINAL DE ANO PODE RESPONDER ANO QUE VEM. - NENHUM ASSESSOR PRA RESPONDER?

  • RAUL CERETTA DALMASO
    16 Dez 2015 às 21:52

    Ando por essas rodovias do MT há 10 anos. Desde o princípio não imaginava possível continuar essas estradas esburacadas, sem sinalização e super carregadas de veículos de cargas. Há muita imprudência e sinistros nesse trecho por conta das condições das estradas. Embora ainda não pronta, já há evidência nas estatísticas a diminuição de acidentes, aumento do fluxo de veículos e sinais visíveis de conservação e melhorias das condições de trafegabilidade. O valor cobrado nos pedágios está bem aquem, da mesma forma as condições também, das demais estradas do país já pedagiadas. Cerca de 30 a 70% a menos comparadas as estradas do sul e sudeste do país. Torço que continuem com as cobranças, nesse valor e que as condições vão melhorando afim de preservar a integridade dos seus usuários, principalmente a minha.

  • totó
    16 Dez 2015 às 18:29

    E os impostos bilionários que é pago, para onde vão? Se um décimo desses impostos fossem aplicados em rodovias,a Rota do oeste não teria necessidade de existir.Apenas a Br Vida seria necessário para socorro de usuários em caso de acidente.

  • DEDE
    16 Dez 2015 às 15:34

    o unico pais deste mundo onde pagamos por uma coisa duas tres veses e o dinheiro so serve pra sustenta politicos coruptos e esse taques e um deles mentiroso asim como a dilma q fes tudo oque dise q nao ia faser e mais o asfalto dos pedagios e orivel e mal feito

  • ANDRE SILVA
    16 Dez 2015 às 12:50

    NOBRE DOUTOR EXCELENTISSIMO DEPUTADO. PERGUNTA CURTA E GROSSA QUAL SUA OPINIAO E ACAO SOBRE OS PEDAGIOS DOS INDIOS? SE TIVER DE RECESSO DE FINAL DE ANO PODE RESPONDER ANO QUE VEM.

  • valdeci de paula
    16 Dez 2015 às 12:06

    Parabéns pela atitude, precisamos de parlamentares que também pensam na população.

  • santos
    16 Dez 2015 às 11:36

    parabéns Deputado!!!! até que enfim alguém teve coragem e iniciativa p barrar essa pouca vergonha.

  • Ivanildo
    16 Dez 2015 às 10:18

    UM ABSURDO A COBRANÇA DESSE PEDÁGIO. SE O DINHEIRO DOS IMPOSTOS QUE PAGAMOS, IMPOSTOS ASTRONÔMICOS, FOSSEM APLICADOS COM HONESTIDADE E SERIEDADE ESTARÍAMOS ANDANDO EM ESTRADAS DE DIAMANTE.

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