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Recuperações judiciais podem aumentar se Brasil não resolver questão política e fiscal

Da Redação - Viviane Petroli

02 Out 2015 - 11:43

Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Recuperações judiciais podem aumentar se Brasil não resolver questão política e fiscal
A cada dia cresce o número de pedidos de recuperação judicial em Mato Grosso e no Brasil. A tendência é aumentar ainda mais caso o Brasil não resolva sua questão política e fiscal. Segundo especialistas econômicos, o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poor's (S&P), de BBB- para BB+, só tem contribuído para o receio de investimentos no país.

Especialistas afirmam que o cenário econômico mato-grossense, impulsionado pela situação do Brasil, tem propiciado para que as empresas solicitem junto a Justiça pedidos de recuperação.

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Em 2015 grandes empresas de diversos ramos entraram com pedidos de recuperação judicial na Justiça. O agronegócio, força motriz do estado, também não escapou. Entre os grupos com pedidos de recuperação judicial estão a JPupin, Três Irmãos, Droga Chick, Trêscinco, Japô Restaurante, Grupo Aurora (construção civil), Rede de Postos 10, DSS Serviços de Tecnologia (atendia ao governo) e Sigma Agropecuária. O grupo mais recente a solicitar é o Grupo Bipar, do qual faz parte a Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda e outras três empresas, de propriedade do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes.

Entre janeiro e maio, Mato Grosso registrou o fechamento de 4.795 empresas, segundo levantamento da Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat). O volume já superava em 34% os 3.575 encerramentos de atividades constatados no período em 2014. Um dos principais motivos, como destacado pelo Agro Olhar, para o fim das atividades foi a “crise econômica” vivida no Brasil. Somente em Cuiabá, os fechamentos em 2015 estavam na ocasião 68% maiores em relação a 2014.

“A recuperação judicial é uma saída para o reequilíbrio econômico da empresa. O aumento das taxas de juros e restrições de crédito inviabilizaram a realização de investimentos. Além disso, o rebaixamento da nota do Brasil contribuiu para o receio de se investir no país, principalmente investidores do exterior”, comenta o economista Edisantos Amorim.

Como o Agro Olhar já comentou, diversos setores econômicos acreditavam que o segundo semestre de 2015 se teria melhora na economia nacional. “Contudo, não estamos vendo isso. O consumo está a cada dia caindo, a geração de emprego também. As empresas estão acumulando despesas. As empresas, a maioria de grande porte, estão buscando a recuperação judicial por não enxergarem mais em 2015 melhora como acreditava que se teria”, salienta o especialista.

Brasil estagnado

Na opinião de Edisantos Amorim o Brasil “estagnou”. “O que falta hoje é resolver a questão política. Enquanto isso não for resolvido à economia não avançará”, afirma.

Para o especialista, é impossível prever em quanto tempo o Brasil deverá sair da recessão que vive. “O país precisa resolver sua situação política e fiscal para aí sim entrar na questão econômica. O exterior não quer investir em um país bagunçado. Enquanto isso não for resolvido seguiremos vendo a cada dia o número de pedidos de recuperações judiciais crescer”.

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